sábado, 28 de setembro de 2013

Tombamento: que bicho é esse?

          Existe uma polêmica bem atual acerca de um patrimônio cultural e afetivo de Porto Alegre.  Todos já ouviram algo sobre o assunto, seja da parte de quem quer preservar, seja da parte de quem acredita que o desenvolvimento passa, necessariamente, por megaconstruções. Muitos, provavelmente, sequer se sentem atingidos por essa discussão, achando que tem coisa mais importante para se preocupar. No que estão errados, pois, mesmo que morem em outro extremo, a cidade é um organismo vivo, no qual seus bairros, tal como sistemas orgânicos, se inter-relacionam. As casas da Rua Luciana de Abreu trouxeram maior visibilidade ao assunto, que não é novo, mas que precisa urgentemente de um sopro de modernidade.

Evento que ocorreu em 25 de setembro.


          Isso porque a questão da preservação dos bens culturais, hoje, atende uma outra dinâmica.  Conceitos como bens culturais imateriais e valor afetivo foram introduzidos nas políticas culturais do país. A perspectiva de conservação de nossa memória ampliou-se, deixando para trás os ideais nacionalistas típicos dos países em construção.  Tempos em que apenas edificações excepcionais, de incontestável valor arquitetônico e histórico, tinham o direito de ser protegidos.
          Os anos passaram, os conceitos mudaram, as cidades cresceram, a cidadania começa a se estabelecer. Atualmente, as pessoas não mais aceitam ser alijadas dos processos de decisão sobre as coisas que lhes dizem respeito.  A participação é obrigatória, antes mesmo de ser um direito. Contudo, um instrumento fundamental de proteção permanece o mesmo, desde – pasmem – 1937. É o ato administrativo denominado Tombamento, nome, aliás, que causa muita confusão. O termo refere-se ao registro do bem que se quer proteger em um dos quatro livros do Tombo existentes. Sua origem é do Direito Português, sendo que o verbo tombar significa registrar, inventariar ou inscrever bens nos arquivos dos nossos colonizadores. O livro onde eram inscritos os bens permanecia guardado na Torre do Tombo, Castelo de São Jorge, Lisboa.
          Para muitos proprietários de imóveis, falar em tombamento significa dizer que seu bem está irremediavelmente perdido. Se é verdade que nele vão incidir restrições, há de se dizer, no entanto, que muito se pode fazer. O bem pode ser alugado, vendido, restaurado e, mais do que tudo, utilizado. Há procedimentos a serem observados, se o proprietário quiser restaurar ou modificar seu uso. Além disso, existem alguns incentivos fiscais para restauração, conservação e manutenção do bem, como redução no Imposto de Renda ou no IPTU. Mas acredito que isso ainda é muito pouco como incentivo por parte do poder público. E uma nova política nesse sentido deve ser debatida com a sociedade e, sem demora, implementada. Com isso é possível que discussões como essa que as Casas da Luciana trouxe sejam minimizadas, aliando a preservação do bem ao proveito econômico justo, transformando a cidade num espaço de convívio mais democrático e sem perder elementos que lhe atribuem identidade.



PS: Tem nova mobilização em frente às casas da Rua Luciana de Abreu  dia 29 de setembro,  a partir das 16h. Vamos exercer nossa cidadania e dizer não à demolição!

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Eleições para o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental (CDMUA)

          Existe uma sigla que o pessoal que se preocupa com os descaminhos de Porto Alegre tem que conhecer: CDMUA. Esse é o conselho onde ocorrem decisões importantes, que possibilitam, inclusive, que se construam empreendimentos de grande impacto (ambiental, urbanístico, econômico, de mobilidade) na região em que serão erguidos. Nossos representantes são o contraponto à atual força da construção civil, que tem expressiva representação nesse mesmo conselho.
             Os moradores da Zona Sul, e aqui eu me incluo, vão poder se cadastrar nos dias 25 e 26 de setembro, das 10 às 20h, no CAR Centro Sul (Av. Cavalhada, 2.886 – Cavalhada) e no Strip Center (Av. Wenceslau Escobar, 2.770 – Tristeza), para ser delegados e para votar nos conselheiros que vão nos representar pela região de planejamento 6 (Porto Alegre está dividida em 8), junto ao CDMUA. A grande diferença é que vamos escolher um representante da comunidade, alguém que nos conhece e que nós conhecemos, que encontramos no supermercado, que tem comércio na região, que estuda ou mora do nosso lado. São pessoas que vão estar próximas para ouvir os problemas da Zona Sul, brigar para que os empreendimentos imobiliários respeitem nosso jeito de cidade do interior e pelo nosso patrimônio ambiental e cultural. As eleições serão dia 28 de outubro, mas só poderá votar quem se cadastrar previamente em setembro. É imprescindível que um número expressivo de pessoas se envolvam nesse processo, para que nossa opinião tenha força.

REGIÕES
DATA/HORÁRIO
LOCAIS
Região 01
(Centro)
16 e 17 de setembro
(2° e 3° feira)
das 9h às 19h
1) CAR* Centro – Rua Siqueira Campos, 1.180 – Centro Histórico e
2) Secretaria Municipal de Urbanismo - Av. Borges de Medeiros, 2.244 – Térreo / Fundos
Região 02 (Humaitá/
Navegantes/
Ilhas e Noroeste)
23 e 24 de setembro
(2° e 3° feira)
das 10h às 20h
1) CAR* Noroeste e CAR* Humaitá/Navagantes - Av. Cairú, 721 - Navegantes (Terminal de Ônibus) e
2) CAR* Arquipélago - Rua Capitão Coelho, s/nº - Praça Salomão Pires de Abraão - Ilha da Pintada
Região 03
 (Norte e
Eixo Baltazar)
23 e 24 de setembro
(2° e 3° feira)
das 10h às 20h
1) CAR* Eixo Baltazar - Av. Baltazar de Oliveira Garcia, 2.132 (Centro Vida) – Sarandi e
2) CAR* Norte - Av. Bernardino Silveira Amorim, 1.358 – Vila Santo Agostinho – Rubem Berta
Região 04
(Leste e Nordeste)
16 e 17 de setembro
(2° e 3° feira)
das 10h às 20h
1) CAR* Leste - Rua São Felipe, 144 / Fundos - Bom Jesus e
2) CAR* Nordeste - Estrada Martim Felix Berta, 2.355 – Mário Quintana - Parque Chico Mendes
Região 05
(Glória/
Cruzeiro/ Cristal)
18 e 19 setembro
(4° e 5° feira)
das 10h às 20h
1) CAR* Glória, CAR* Cruzeiro e CAR* Cristal - Av. Mariano de Mattos, 889 – bairro Santa Tereza e
2) Clube de Mães do Cristal / Biblioteca Comunitária - Rua Curupaiti, 915 – Cristal
Região 06
(Centro Sul e Sul)
25 e 26 setembro
(4° e 5° feira)
das 10h às 20h
1) CAR* Sul e CAR* Centro Sul - Av. Cavalhada, 2.886 - Cavalhada e
2) Strip Center – Rua Wenceslau Escobar, 2.770 – Tristeza.
Região 07
(Lomba do Pinheiro e Partenon)
18 e 19 setembro
(4° e 5° feira)
das 10h às 20h
1) CAR* Partenon - Av. Bento Gonçalves, 6.670 – Agronomia e
2) CAR* Lomba do Pinheiro – Estrada João de Oliveira Remião, 5.450
Região 08
(Restinga e Extremo Sul)
25 e 26 setembro
(4° e 5° feira)
das 10h às 20h
1) CAR* Restinga e Extremo Sul – Rua Antônio Rocha Meireles Leite, 50 – Restinga e
2) CAR* Extremo Sul - Av. Juca Batista, 10.400 – Belém Novo

Esse é um espaço de participação direta do cidadão dentro da prefeitura. Não vamos desperdiçar essa oportunidade. Já é na próxima semana. Participe e divulgue!

Para maiores informações, acesse o link:
http://www2.portoalegre.rs.gov.br/spm/default.php?p_secao=228

sábado, 31 de agosto de 2013

Áreas de interesse cultural ou econômico?

          Quando foi reformulado o plano diretor de Porto Alegre, em 1999, foi proposto um projeto prevendo a delimitação de áreas especiais de interesse cultural. O levantamento para identificar essas áreas da cidade foi desenvolvido através de um convênio firmado entre a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Ritter do Reis. A ideia era demarcar as áreas que concentrassem bem culturais a serem preservados e, por isso, exigindo um regime urbanístico diferenciado, com restrições quanto às edificações e utilização da região. Exemplificando: as restrições sobre as edificações são relativas à altura das construções e área que pode ser construída em cada terreno, enquanto que a utilização vai determinar se será uma área exclusivamente residencial, ou se será possível a presença de comércio ou indústria. A delimitação das áreas de interesse cultural (AIC) são, portanto, imprescindíveis para uma política municipal de gestão do patrimônio cultural.
            Infelizmente, esse trabalho excelente e que fundamentou ações de preservação de nosso patrimônio cultural sofreu recentemente um processo de "atualização e revisão", dentro do atual plano diretor, no qual as AICs foram severamente alteradas. Visando uma flexibilização das regras de proteção, muitas dessas áreas sofreram importante diminuição de seus limites, enquanto que em outras, foi permitida a alteração dos índices construtivos e a introdução de outras utilizações, além da residencial, por exemplo. Fica evidente que uma grande pressão econômica por parte de construtoras, incorporadoras e imobiliária teve resultados.
           A Vila Assunção é um exemplo típico desse avanço devastador. Historicamente, um bairro projetado nos moldes de Cidade-jardim, onde a harmonia entre as moradias e a área verde era seu especial atributo, hoje assiste uma verdadeira demolição de sua essência. Casas construídas no estilo californiano, também característica encontrada nessa região da cidade, vão sendo destruídas para dar lugar a casas geminadas, formando um micro condomínio de gosto duvidoso. Passagens de pedestres, sendo vendidas e fechadas. As ruas tranquilas, que antes lembravam uma cidade do interior, agora com restaurantes, cursos de idiomas, academias de ginástica, escolas, creches, comércio em geral. Considerada AIC, a Vila Assunção, um bairro à beira do Guaíba, é, em si, um patrimônio cultural da cidade, que, pelo poder econômico, está sendo dilapidado.
Arquitetura Estilo Californiano (foto Farrapo)

Apesar de ser uma luta difícil, acredito que temos o poder de interferir na construção da cidade que queremos. Primeiro, escolhendo bem quem vamos eleger (ano que vem temos que escolher!). Mas, mais que tudo, atuando diretamente, através de associações e de mobilizações, pressionando para que nosso patrimônio cultural seja mantido, pois dele decorre a qualificação do espaço urbano e consequente qualidade de vida da população. Revisão da flexibilização já!




Mais informações sobre as AIC:
Mais fotos:

domingo, 18 de agosto de 2013

Dia nacional do Patrimônio Histórico

          Dia 17 de agosto é comemorado o dia nacional do patrimônio histórico. Na semana que antecedeu o dia comemorativo, tivemos pelo menos dois eventos importantes em Porto Alegre, que deram certo alento a esse tão mal tratado tema. Porto Alegre vem perdendo sua memória de forma assustadora. Já apagou grande parte de seu passado açoriano e marcha rapidamente, seguindo sua sanha devastadora.
          Mas, sempre existem os insurgentes, ainda bem! Então, de 14 a 16 de agosto, ocorreu o II Encontro Patrimônio Cultural e Desenvolvimento, trazendo gente de vários lugares do país, para discutir assuntos relevantes na questão em pauta. O evento foi promovido pela Defender (Uma associação civil, com atuação nas áreas da cultura, patrimônio histórico e artístico, turismo cultural e social, meio ambiente e cidadania – para saber mais clique aqui), que trouxe muita informação e troca de conhecimento entre os participantes. O patrimônio imaterial, tão novo e ainda sendo construído, foi um dos tantos assuntos interessantes apresentados. Assim como a participação do Ministério Público na defesa do patrimônio, a legislação de proteção e as linhas de pesquisa que vêm sendo desenvolvidas na área. Senti como um colírio para os olhos cansados de tanta perda em nossa cidade.
Mesa sobre Patrimônio Imaterial







Dra. Ana Marchesan falando sobre o MP






No final desse evento, uma segunda e importante manifestação aconteceu. Foi o “Abraço simbólico ao Viaduto Otávio Rocha”, que teve início na esquina da Av. Borges de Medeiros com a Rua Jerônimo Coelho, seguindo, então, pelas escadarias até alcançar a Rua Duque de Caxias. O objetivo da manifestação foi expressar o amor dos cidadãos de Porto Alegre a um dos símbolos da cidade, que traz em si uma história, tendo sido inaugurado em 1932 e sendo uma obra única no mundo devido as suas características arquitetônicas. Mas, o que é muito importante nesse nosso patrimônio histórico é que ele tem vida. Uma grande quantidade de pessoas transita pelas 36 lojas localizadas sob suas escadarias.  Por isso, uma revitalização no local é de suma importância, pois possibilitará a manutenção da vida no viaduto e reforçará o imenso potencial turístico da região. Inclusive, no sábado, dia 17, aconteceu a Feira Multicultural no local.

Abraço simbólico acontecendo.

Adacir Flores, grande lutador da causa.
Parabéns à Defender, pelo encontro II Encontro Patrimônio Cultural e Desenvolvimento, e para a ARCCOV - Associação Representativa e Cultural dos Comerciante do Viaduto Otávio Rocha, pela iniciativa do Abraço Simbólico ao Viaduto Otávio Rocha. Dois eventos que foram significativos na luta pela preservação de nossa história e memória, na tentativa de tornar Porto Alegre uma cidade mais humana e um lugar melhor para se viver. Quem venham mais iniciativas como essas!!


















Fontes: 

sábado, 3 de agosto de 2013

Segundo encontro do Movimento Chega de Demolir Porto Alegre



Na próxima terça-feira, dia 6 de agosto, às 18h no IAB, acontecerá o segundo encontro do movimento Chega de Demolir Porto Alegre! Sociedade Civil em defesa do patrimônio cultural.
Dando continuidade a movimento que busca analisar o que está acontecendo com a nossa cidade e instrumentalizar as pessoas para intervir na situação, vamos realizar um pequeno seminário sobre legislação de proteção, tentando tornar acessível esse conhecimento a todos os interessados nesse objetivo. É muito importante a participação do maior número de pessoas no evento e da divulgação da ideia. Abaixo, colocamos o link para a confirmação de sua presença e para maiores informações.





segunda-feira, 29 de julho de 2013

Um piquenique para retomar o debate sobre a venda de espaços públicos

O sábado estava nublado e existia a possibilidade de chuva. Ainda assim, uma festa pela retomada das passagens de pedestres da Vila Assunção estava em curso. Nada impediu que moradores, apoiadores e artistas viessem até a servidão que liga a Rua Goitacaz à Av. Guaíba para defender esses espaços públicos, que são muito importantes não apenas para a comunidade, mas para toda a cidade. Isso porque a Vila Assunção está situada numa área de interesse cultural, determinada no plano diretor, e, assim sendo, conta com uma proteção especial. O bairro foi projetado dentro do conceito de cidade-jardim, cujo traçado de linhas sinuosas lhe é característico, assim como um grande percentual de áreas verdes.
Foto: Verônica Torres

Por essas características, as passagens compõem a ambiência do bairro e são imprescindíveis para a mobilidade dos moradores. Contudo, em 2009, a comunidade foi surpreendida pelo fechamento de duas passagens que ligavam a Igreja da Assunção, importante patrimônio do bairro, às margens do Guaíba, patrimônio da própria cidade. A prefeitura, de forma irregular, oferecia as servidões, bens de uso comum do povo, aos proprietários dos terrenos contíguos. O assunto foi levado ao Ministério Público, que, em dezembro de 2009, deu início a um inquérito civil, constatando as irregularidades apontadas. Como resultado, em dezembro de 2012, foi firmado um compromisso de ajustamento de conduta com a prefeitura, pelo qual essa se obriga a contratar um diagnóstico das passagens realizado por uma equipe composta de profissionais de notável saber no campo da arquitetura e urbanismo e do patrimônio cultural, que deverá ser finalizado e encaminhado para a apreciação ao COMPAHC até dezembro de 2014.
Uma das solicitações feitas ao Ministério Público foi que, junto a essa equipe de profissionais, participasse a própria comunidade, trazendo o sentimento de pertencimento e afetividade ao processo. E o evento “Piquenique Julino” foi uma demonstração disso. Os moradores mantêm uma estreita ligação com esses espaços, pois eles fizeram parte de suas memórias e história. E através desse ato simbólico, que foi trazer arte e convívio para uma das passagens, reafirmam seu interesse e vontade de que elas não sejam privatizadas.
Foto: Verônica Torres

É bem verdade que existe uma pequena parcela de moradores que associa a venda das servidões às questões de segurança. O que é totalmente compreensível, quando se observa o descaso da administração pública para com esses espaços. Para que se tenha uma ideia, desde janeiro, há diversos protocolos para a substituição de lâmpadas na escadaria em que foi realizado o evento e até o momento, nada foi feito. A escuridão e a sujeira têm sido obstáculos para a utilização das servidões. Como contraponto, dentro do bairro, existe um exemplo de passagem bem cuidada e de intenso uso, situada entre a Rua Cariri e a Av. Pereira Passos.

Assim, o evento promovido pela Associação dos Proprietários e Residentes da Vila Assunção (APROVA) e pelo coletivo “Passagem com Arte”, que ocorreu no dia 20 de julho, foi um marco na retomada dessa importante discussão. O piquenique contou com a participação de muitos interessados, não apenas do bairro, mas da cidade inteira, na manutenção do patrimônio público. Entre as pessoas que vieram dar apoio ao movimento, estavam o presidente da Associação de Amigos do MACRS, Flávio Couto, a vereadora Lourdes Sprenger e o arquiteto e urbanista André Huyer. Como presente à comunidade, o artista JOTAPÊ e seus amigos executaram um belíssimo mural em uma das paredes próximas à Rua Goitacaz. Que esse evento sirva como reflexão sobre a valorização e a preservação da história e da identidade do bairro, bem como sobre os caminhos possíveis rumo à construção da cidade que se quer.
O artista JOTAPÊ iniciando sua obra.


Foto Verônica Torres
     

O artista Joel Mateus Flores em ação
Foto Roberta Garcia - Mural pronto!

Marcelo, Lourdes e Anadir
Verônica resumindo a força que moveu o evento


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Chega de Demolir Porto Alegre agora também será um um grupo!

          Preocupada com o desmanche do patrimônio cultural (que inclui o ambiental, por certo), a sociedade civil começa a se mobilizar. São ações e eventos que vêm pipocando pela cidade, fazendo sua população ocupar os espaços públicos, que estão sendo, na melhor das hipóteses, negligenciados. Muitos piqueniques têm acontecido e, só no sábado, dia 20 de julho, estão programados três: 

  • Largo Vivo: Piquenique contra o carro centrismo (aqui informações sobre o evento)
  • Piquenique Elétrico (página do evento no facebook clique aqui)
  • Piquenique Julino na Vila Assunção (pagina do evento no facebook clique aqui)


          São ações importantes para mostrar que a população está atenta e que quer uma cidade mais voltada ao cidadão e menos aos interesses corporativos. Nesse sentido, gostaríamos de convidar a todos os interessados na preservação de nosso patrimônio cultural para a formação de um grupo para atuar em projetos voltados à essa proteção dentro da Cidade de Porto Alegre. Essa ação conta com o apoio da Defender (site), organização de defesa civil do patrimônio histórico e IAB, que cedeu o espaço para a primeira reunião. No primeiro semestre de 2013, foi lançado pela Defender o projeto "Inventários Afetivos", como forma de instrumentar a sociedade civil em defesa do patrimônio: uma demonstração de afeto, carinho e reconhecimento com sua própria história (maiores informações aqui). A ideia é retomar esse projeto e ampliar a atuação do grupo a partir de demandas surgidas. A pauta da primeira reunião segue no convite abaixo. Compareça e divulgue. Porto Alegre tem que parar de ser demolida!




A página do evento no Facebook é: https://www.facebook.com/events/330264150437413/?fref=ts